O mercado de arrendamento em Portugal continua a ser considerado subdesenvolvido, apesar da crescente procura e da valorização das casas em algumas regiões. De acordo com dados divulgados pela Supercasa, uma parte significativa das habitações arrendadas ainda funciona fora do mercado formal, o que cria desafios para inquilinos e investidores.
Principais pontos sobre o arrendamento
- Arrendamento informal elevado: estima-se que até 60% dos contratos não estejam formalizados, dificultando transparência e segurança jurídica.
- Oferta limitada em grandes cidades: Lisboa, Porto e outras cidades costeiras sofrem com a escassez de imóveis para arrendamento formal, em parte devido ao turismo e casas vazias.
- Custos elevados e construção lenta: a elevada procura e os custos da construção contribuem para a falta de oferta acessível.
- Desafios legais e regulamentares: burocracia e fragmentação da legislação dificultam a expansão do mercado de arrendamento formal.
Impacto para quem procura casa
- Quem pretende arrendar enfrenta menos opções e maior competição, especialmente em zonas urbanas.
- Muitos acabam por procurar alternativas informais, que podem ser menos seguras.
- O cenário reforça a tendência de comprar em vez de arrendar em certas cidades, devido à escassez e ao custo do arrendamento.
Oportunidades para investidores
- Para quem investe, o mercado de arrendamento ainda apresenta potencial de valorização, especialmente em imóveis que possam ser arrendados formalmente.
- Estratégia, conhecimento do mercado e acompanhamento profissional tornam-se essenciais para aproveitar as oportunidades sem riscos legais.
Conclusão
O arrendamento em Portugal permanece um mercado subdesenvolvido, marcado por falta de oferta formal, custos elevados e desafios legais. Para inquilinos e investidores, compreender estas limitações é essencial para tomar decisões informadas em 2026.
Fonte: Supercasa.pt